Ainda não há uma vacina contra a Covid-19, mas, quando houver, o Brasil pode enfrentar mais uma dificuldade: a falta de agulhas para a aplicação. Fabricantes já levantam essa possibilidade.
“A demanda pelo insumo vai crescer exponencialmente no mundo todo”, ressaltou o superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), Paulo Henrique Fraccaro. “E o governo vai ter que continuar com as campanhas normais contra o sarampo, a dengue etc”, acrescentou.
Segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o superintendente disse que a capacidade anual máxima de produção de seringas pela indústria brasileira é de 1,5 bilhão por ano. Em cinco meses, o país produz cerca de 50 milhões, de acordo com ele.
“Mas só para vacinar contra a Covid-19, o Brasil vai precisar no mínimo de 300 milhões de seringas num prazo de três ou quatro meses”, explica Fraccaro, esclarecendo que se baseou no tamanho da população brasileira, de 210 milhões de habitantes, para fazer a estimativa. Ele conta que já levou essa preocupação ao Governo de São Paulo e ao Ministério da Saúde.
Na Europa, o alerta foi de grandes proporções. Na semana passada, a Uñião Europeia alertou seus países-membros para o risco de falta de seringas. Já no Brasil, a pasta interinamente comandada pelo general Eduardo Pazzuelo foi procurada pela coluna e disse que o Sistema Único de Saúde (SUS) “possui um dos maiores programas de vacinação do mundo”, que “o Brasil já prepara a rede de logística para o desafio de vacinar a população contra a Covid-19” e que “as aquisições de seringas e agulhas serão compatíveis com a necessidade de cobertura populacional”.

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