Há pouco mais de um ano o tratorista Alberto Pereira, de 29 anos, sofreu um grave acidente de moto na zona rural de Itabela. Com traumatismo craniano, ele foi levado ao hospital, onde conseguiu se recuperar, mas ficou com a cabeça desprotegida devido à fratura no osso da testa. Com a lesão, o tratorista viu dificuldades de se readaptar ao trabalho. “Eu ficava com medo de bater a cabeça e me machucar”, contou Alberto. Mas, seis meses após se recuperar do traumatismo craniano, Alberto teve a oportunidade de fazer uma cirurgia de reconstrução, que é oferecida por uma equipe formada por cirurgiões dentistas e neurocirurgiões de Eunápolis e Porto Seguro. 
Segundo o cirurgião dentista Eros Shigeto, que é especialista em cirurgia buco-maxilo-facial, esse tipo de tratamento é recomendado a pacientes que, assim como Alberto, sofreram traumatismo craniano e tiveram algum osso do crânio completamente destruído. “Essa cirurgia não é recomendada só por questão de estética, mas por segurança. O crânio ficou sem proteção, qualquer batida na cabeça poderia causar um dano”, ressaltou. Eros explicou ainda que a reconstrução é feita utilizando um software 3D, que cria um protótipo do local a ser reconstruído. O modelo é confeccionado em São Paulo. Em Eunápolis essa peça recebe uma camada de acrílico antes de ser implantada. “Hoje podemos contar com a reconstituição em 3D, que é mais precisa. A placa pode ser feita em titânio também”, comentou o cirurgião dentista.

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