O primeiro debate entre os candidatos à presidência da
República que estão no segundo turno aconteceu na noite de domingo (16) em um
pool de mídia composto pela Rede Bandeirantes, TV Cultura, UOL e Jornal Folha
de S. Paulo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) debateram num
formato diferente, em que os dois ficavam juntos em pé no palco, com liberdade
para se locomover próximos à câmera, por exemplo, e debatiam assuntos propostos
por eles mesmos. Cada candidato possuía 15 minutos cronometrados no total, que
eram pausados ou continuados assim que cada um parava ou retornava a fala. O
formato permitiu troca de acusações, mas também debate de ideias. Houve
educação dos candidatos, na medida do possível, e também momentos de vergonha
alheia, em que ambos ficaram em silêncio sem saber muito o que falar para
outro. O debate também contou com perguntas feitas por jornalistas convidados
pelo pool de mídia. O primeiro embate entre Lula e Bolsonaro foi em torno da
condução da pandemia pelo governo federal. O petista acusou o candidato à
reeleição de atraso na compra de vacinas e citou a CPI, enquanto o chefe do
Executivo defendeu sua gestão e voltou a falar em tratamento precoce,
comprovadamente ineficaz para o novo coronavírus. “Vergonha é você carregar
morte de 400 mil pessoas que poderiam ter sido evitadas se tivesse comprado
vacina no tempo correto. A ciência fala isso todo dia. O senhor recebeu proposta
de vacina muito cedo e não quis comprar porque não acreditava”, declarou Lula
no debate. “O senhor não se dignou a visitar uma família que morreu de covid”,
acrescentou.

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