Isaquias Queiroz não venceu uma prova sequer, mas mudou a história do Brasil em Olimpíadas. O canoísta de 22 anos tornou-se neste sábado (20) o primeiro representante nacional a acumular três pódios em uma edição: depois de uma prata no C1-1000m e de um bronze no C1-200m, obteve, competindo ao lado de Erlon Souza, 25, a prata da prova C2-1000m da Rio-2016. Os brasileiros lideraram pelos primeiros 750 metros, mas os alemães Sebastian Brendel e Jan Vandrey passaram no final e garantiram o ouro. O desempenho impulsionou o país anfitrião, que já assegurou sua melhor participação em Jogos. A medalha de Isaquias e Erlon é a 16ª do Brasil na Rio-2016, mas o país já tem mais dois pódios garantidos (fará neste sábado a decisão do ouro no futebol masculino e no domingo do vôlei masculino). Assim, vai superar o seu maior número de láureas em uma edição (17 em Londres-2012) e já igualou o recorde de ouros (cinco em Atenas-2004). Grande parte desse desempenho é responsabilidade de Isaquias. Até este ano, o Brasil jamais havia frequentado o pódio olímpico da canoagem velocidade. O atleta baiano mudou o panorama: esteve entre os três primeiros nas três provas que disputou na Rio-2016. Antes dele, apenas quatro representantes nacionais tinham coletado mais de uma medalha na mesma edição de Jogos (os atiradores Afrânio da Costa e Guilherme Paraense, na Antuérpia-1920; o nadador Gustavo Borges, em Atlanta-1996; e o nadador Cesar Cielo, em Pequim-2008).

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