A Polícia Federal ainda não divulgou os nomes dos suspeitos presos na Operação Melaço, realizada na manhã dessa quarta-feira (23) em Ipiaú, Ibirataia, Valença, Prado, Itamaraju, Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália. A ação ocorreu em conjunto com o Ministério Público Federal, Previdência Social, Ministério do Trabalho e da Polícia Militar. Em Ipiaú, segundo informou um policial militar que também participou da operação, ao menos cinco foram presos, entre eles um servidor da prefeitura municipal, identificado como Gean César e a funcionária do SineBahia, Juvanete Nascimento de Souza. Outros dois suspeitos conseguiram fugir. Em Ibirataia, dois acusados teriam sidos levados pela PF. A reportagem do GIRO tentou contato com a Superintendência da Polícia Federal em Salvador, mas até o momento o órgão ainda não divulgou os nomes dos presos na operação.
Conforme a PF, a organização fazia apenas o recolhimento do FGTS, que em seguida era sacado em razão de rescisão sem justa causa. A investigação apurou que foram inseridos mais de seis mil vínculos empregatícios falsos em pelo menos 236 empresas utilizadas nas fraudes. Praticamente em todos os casos, houve requerimento de seguro-desemprego. De acordo com levantamento preliminar da polícia, foram gastos mais de R$ 17 milhões em pagamentos de seguro-desemprego com suspeita de fraude. Só em Ipiaú e Ibirataia, o prejuízo teria sido de mais de R$ 8 milhões. Segundo a investigação, a organização criminosa contava com a participação de técnicos em contabilidade, aliciadores e atendentes do Sine Bahia, que atuavam de forma coordenada há mais de 10 anos. Os aliciadores recrutavam indivíduos dispostos a ceder seus documentos, como carteira de trabalho e cartão cidadão. Os técnicos em contabilidade inseriam contratos de trabalho retroativos, normalmente de um ano, nas carteiras de trabalho e no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para essas pessoas em empresas geralmente inativas ou constituídas em nome de “laranjas”. Então eram forjadas as rescisões dos falsos vínculos laborais, e requeridos os benefícios de seguro-desemprego e previdenciários. (Giro Ipiaú)

