Pressionado a fazer novos pagamentos do auxílio emergencial,
o governo prepara uma proposta que libera três parcelas de R$ 200, com foco nos
trabalhadores informais não atendidos pelo Bolsa Família. A ideia é também
estabelecer novas exigências para o recebimento do benefício. De acordo com um
membro do governo que participa da elaboração da medida, a proposta muda o nome
da assistência, que deve passar a ser chamada de BIP (Bônus de Inclusão
Produtiva).Para receber o auxílio, a pessoa terá de participar de um curso para
qualificação profissional. O plano também prevê que o benefício seja associado
à Carteira Verde e Amarela, programa que deve ser relançado pelo governo para
reduzir encargos trabalhistas e estimular a formalização de pessoas de baixa
renda. Segundo uma fonte do governo, o BIP foi elaborado para dar assistência a
pessoas vulneráveis em um momento de crise, e não para ser um mecanismo de
distribuição de renda, para tirar pessoas da pobreza.
