Um estudo sugere que quem custa a pegar no sono ou acorda cedo demais deveria passar menos tempo na cama, em vez de mais. Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, da Filadélfia, reduzir a oportunidade de dormir é uma forma de evitar que a insônia se torne crônica. Para chegar a essa conclusão 461 pacientes foram acompanhados durante o período de seis meses. Quem costumava se deitar às 23h e se levantar às 7h30 foram orientados a sair da cama às 5h30, horário que muitos já estavam acordados por conta da insônia. Entre os participantes, pelo menos 36 apresentavam insônia aguda e conseguiram se recuperar com a técnica. Outros 31 apresentavam insônia aguda que evoluiu para a crônica. Insônia aguda é dificuldade para pegar no sono ou mantê-lo ao menos três noites por semana, por no mínimo 15 dias. Quando a tendência persiste por mais de três meses, significa que o problema virou crônico, o que é apresentado por cerca de 10% dos estadunidenses. O professor de psiquiatria e medicina do sono Michael Perlis, líder do estudo, afirmou que a tendência das pessoas que apresentam insônia é, muitas vezes, tentar compensar as noites mal dormidas tirando um cochilo no dia seguinte, ou indo para a cama mais cedo, o que é um erro. Segundo Perlis, alterar os horários de dormir apenas alimenta ainda mais o problema. Os resultados foram apresentados no Sleep 2016, um encontro anual de profissionais de sono em Denver, nos Estados Unidos.

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