Apesar da pandemia do novo coronavírus, estados
e municípios fecharam 2020 com quase o dobro de dinheiro em caixa em relação ao
ano anterior, segundo dados do Tesouro Nacional e do Banco Central. De acordo
com as duas instituições, o saldo de estados e municípios passou de R$ 42,7
bilhões em 2019 para R$ 82,8 bilhões, no fim do ano passado, uma alta de 94%.
Trata-se da maior disponibilidade de caixa para prefeitos e governadores em ao
menos 19 anos. Mesmo assim, é insuficiente, segundo avaliação do presidente do
Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal
(Comsefaz), Rafael Fonteles, secretário da Fazenda do Piauí. Segundo Fonteles,
a melhora do caixa dos estados é “absolutamente transitória”. “Esse fôlego
ocorreu graças a três eventos extraordinários — à transferência realizada pela
União; ao pagamento do auxílio emergencial; e à suspensão da dívida dos
estados. É uma melhora real, porém, passageira, absolutamente transitória. A
preocupação com a situação fiscal dos estados continua”, declarou. Ao todo,
estados e municípios receberam R$ 60 bilhões em quatro parcelas, pagas entre
junho e setembro, segundo os dados do Tesouro. Como contrapartida, os entes da
federação ficaram proibidos de conceder reajustes salariais aos servidores até
o fim de 202

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