A Defensoria Pública da Bahia ajuizou uma ação contra o Município de Feira de Santana por não prestar informações sobre o quadro das condições e medidas adotadas na cidade para combater o coronavírus. Há dois meses, a Defensoria havia oficiado a prefeitura para prestar esclarecimentos, mas não obteve respostas. Por isso, decidiu ajuizar a ação civil pública. Feira de Santana registrou o primeiro caso da doença na Bahia no dia 6 de março deste ano. Desde então, a Defensoria vem solicitando sem sucesso informações à administração local com o intuito de, amparada por dados, cumprir com sua missão constitucional na luta em defesa dos direitos humanos e fundamentais e da efetiva aplicação de políticas públicas que garantam direito à vida e a saúde. “Para o exercício de suas funções institucionais, como fazer garantir o efetivo aparelhamento do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade e também o ajuizamento de eventuais ações contra o município, a Defensoria Pública precisa estar devidamente informada sobre tudo o que está acontecendo. Informação que é também um direito da população”, afirmou o defensor público Maurício Moitinho, autor da ação. Para a Defensoria Pública, as informações são também importantes porque as decisões municipais para lidar com a pandemia devem estar baseadas nas condições do sistema de saúde e em estudos técnicos realizados pela Secretaria de Saúde. A Defensoria destaca notícias veiculadas na imprensa que registram o atraso de quase dois meses no início do funcionamento do Hospital de Campanha, da contratações sem licitações relativas ao mesmo hospital, e de denúncia de paciente internado no mesmo de que não conta com remédios.

Compartilhamentos

3940

LEIA TAMBÉM

Menino de 12 anos morre em acidente com três carros no município de Porto Seguro

Jerônimo confirma Geraldinho como pré-candidato a vice e mantém chapa governista

Itagibá: Nova diretoria da ASPLEI toma posse em culto solene na Igreja CEIA

Suspeito de abuso sexual contra a própria filha é preso na zona rural de Jitaúna