O deputado recentemente cassado Eduardo Cunha dirá, na publicação de dois livros, que o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff foi exatamente o que aconteceu com Fernando Collor, em 1992, um “golpe parlamentar”, mas com o apoio do PT. Segundo o que foi publicado na coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, os interlocutores de Cunha relatam que o ex-deputado está dividindo o jogo, na narrativa dos livros, entre “eu” e “eles”. Ainda de acordo com a coluna, o segundo livro deve ser lançado no início de 2017 e já tem até nome, “Delação não premiada”. Nesse, promete contar tudo sobre os seus desafetos e proteger sua turma. Cunha recebeu “nãos” de várias editoras com quem quis negociar. Com três, contudo, foram iniciadas conversas — Planeta, Geração e Matrix. Contudo, o deputado cassado, que nunca pôde ser acusado de pensar pequeno, pede um adiantamento de estratosféricos R$ 1 milhão de reais e mais 20% sobre cada livro vendido. Segundo apurou Lauro Jardim, tal adiantamento está completamente fora da realidade do mercado editorial brasileiro. Mais: o percentual sobre o preço de capa varia entre 10% e 15%. E como o colunista lembrou, o que Cunha pede neste quesito nem J. K. Rowling, autora de Harry Potter, recebe.

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