Apesar da pandemia do novo coronavírus ter atraído a maior parte da atenção dos soteropolitanos, um problema já conhecido acabou sendo negligenciado pela população. O resultado dessa negligência foi o crescimento desenfreado nos casos de dengue, Chikungunya e Zika, na capital baiana. No que diz respeito à dengue, por exemplo, o número de casos é mais do que o quadruplo do ano passado, quando levado em consideração dados coletados entre 05 de janeiro e 11 de abril de 2019 e 2020. No ano passado, a dengue atingiu ao menos 492 soteropolitanos que moram nos seis distritos sanitários com o maior número de casos. Este ano, foram contabilizadas 2034 pessoas infectadas pela a doença. Dados enviados ao Varela Notícias, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) mostram que os distritos do Cabula/Beiru (466), Subúrbio Ferroviário (465), Itapuã (377), São Caetano/Valéria (325), Liberdade (264) e Pau da Lima (137) são os mais afetados pela dengue. Nos casos da Chikungunya e da Zika, os números também são altos. A primeira, conforme os dados, registrou um aumento de quase sete vezes maior, saltou de 161 em 2019 para 1.026 este ano. A Zika registrou um aumento de quase seis vezes, saindo de 39 e indo para 204, no mesmo período. Os distritos sanitários com mais casos de Chikungunya são: Cabula/Beiru (217), Barra/Rio Vermelho (181), Liberdade (178), Subúrbio Ferroviário (171), Pau da Lima (143) e São Caetano/Valéria (136). Já no caso da Zika, os maiores registros foram feitos nos distritos sanitários do Subúrbio Ferroviário (71), Liberdade (51), Cabula/Beiru (33), São Caetano/Valéria (30) e Barra/Rio Vermelho (19). Segundo a sub gerente do Controle das Arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Isolina Miguez, a população não pode fechar os olhos para o crescimento dos casos dessas doenças, todas transmitidas pelo mosquito aedes Aegypt. “O foco agora é justamente o coronavírus, mas a gente não pode negligenciar que está passando por um surto de dengue e Chikungunya em alguns bairros de Salvador”, afirma ao VN. Conforme Miguez, apesar do crescimento no número de casos, parte da população passou a não procurar atendimento médico após o surgimento dos sintomas dessas doenças e isso dificulta o registro do aumento ou redução nos dados. Ainda de acordo com a sub gerente, a população não deve se esquecer dos procedimentos básicos para evitar a proliferação do mosquito, como não deixar água parada. “É o que a gente pede para a população, aproveitar a agora o momento que está em casa e ter o olhar para sua casa. O olhar do agente de combate as endemias. Observar qualquer coisa dentro da sua casa que pode se transformar em criadouro. (…) Tudo o que puder ser eliminado, deverá ser eliminado. E o que não puder ser eliminado, liga para a gente, porque temos agentes circulando por toda Salvador”, diz. “A gente faz esse trabalho o ano todo, temos cerca de 1500 agentes de endemia que atuam em Salvador realizando várias ações, como visita domiciliar e ida em pontos estratégicos. Onde tiver caso, a gente coloca um maior efetivo para dar uma resposta mais rápida. (…) Então a gente pede que a população se reporte ao 156, porque aqui a gente está com pessoas voltadas diretamente para receber essas informações”, orienta.

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