Quase metade dos prefeitos do país que tentou a recondução ao cargo obtiveram sucesso na eleição deste ano. De acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) tabulados pela Folha, 2.945 prefeitos se candidataram à reeleição e 1.385 conseguiram, um índice de 47%. O levantamento é um indicativo de que o controle da máquina municipal não é garantia de permanência dos mandatários no poder. Também reforça as análises de que neste ano o eleitor esteve mais desencantado com a política. O índice de votos brancos e nulos bateu recorde, e candidatos que adotaram discurso de que não eram políticos tiveram êxito em grandes cidades.  É a primeira vez que a Justiça Eleitoral compila as informações de reeleição, por isso não é possível comparar o dado com anos anteriores. Neste ano, no momento do registro para a eleição, cada candidato assinalou voluntariamente se estava ou não disputando a reeleição. O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, diz que neste ano estar com a máquina pública derrotou “e não ajudou” quem concorreu, que precisou lidar com o desgaste de um período de receitas públicas em queda. O presidente da confederação argumenta que não há perspectiva de aumento de receitas e a situação deve se agravar com a proposta do teto de gastos públicos, em tramitação no Congresso. Na microrregião de Ipiaú, apenas a prefeita de Ubatã (Siméia Queiroz) e o prefeito de Ibirapitanga (Dr. Ravan) conseguiram se reeleger.

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