Investigadores da Operação Lava Jato apuram se o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, mantinha uma espécie de “banco paralelo” para movimentar os recursos obtidos via esquema de corrupção. A responsável pela movimentação era a transportadora Trans-Expert Vigilância e Transporte de Valores, que tinha um cofre no bairro de Santo Cristo, usado para guardar e distribuir o dinheiro do grupo. A Polícia Federal desvendou o modelo com a Operação Farejador, quando foram encontrados pelo menos três indícios que vinculam a Trans-Expert a Cabral: R$ 25 milhões em repasses da transportadora para uma empresa ligada ao ex-governador; a apreensão de declarações de renda da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo na empresa; e uma possível guarda de dinheiro para o ex-secretário de Obras Hudson Braga, um dos nove presos na operação de quinta-feira (17). A transportadora já era investigada pela Polícia Federal, depois de ter desaparecido com R$ 35 milhões do Banco do Brasil, recolhido das agências bancárias e que não chegava ao destino final, além de um incêndio misterioro no ano passado, que teria transformado em pó R$ 28 milhões da Caixa Econômica Federal, supostamente guardados em seu cofre-forte. De acordo com O Globo, a PF desconfia que o “banco paralelo” funciona desde o primeiro governo Cabral, com recolhimento de propina e distribuição a favorecidos, maioria políticos do PMDB fluminense. Na última semana de setembro deste ano, em busca e apreensão autorizada pela Justiça, a Polícia Federal encontrou no escritório da empresa declarações de renda de Adriana Ancelmo.

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