O candidato que prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mais
de três vezes com isenção de taxa perderá o direito à gratuidade a
partir da quarta tentativa. A medida faz parte de um pacote de medidas
elaborado pelo Ministério da Educação (MEC) para diminuir os custos da
aplicação da prova, que neste ano superou os R$ 650 milhões. O Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep),
órgão do MEC responsável pelo Enem, apura os motivos que levam
candidatos a realizar o exame repetidas vezes – há relatos de pessoas
que participam das provas por até 8 edições consecutivas. “Ainda estamos
pesquisando quem são elas e qual a motivação para essa recorrência”,
informou à reportagem a secretária-executiva da pasta, Maria Helena
Guimarães de Castro. “De qualquer forma, não faz sentido que façam sete
vezes sem pagar. Vamos dar a oportunidade de isenção por até três
edições”, completou. Em reunião nesta quinta-feira, 24, entre o Inep e o
Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), outras
providências para tornar o Enem “mais sustentável” foram anunciadas. Por
exemplo: a prova servirá apenas para acesso ao ensino superior, e não
mais para que o candidato obtenha o certificado de conclusão do ensino
médio. A decisão tem como base um índice muito baixo de sucesso: dos 990
mil inscritos para este fim, apenas 72 mil conseguiram o diploma –
pouco mais de 7%.

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