O reajuste do Bolsa Família será de no mínimo 2,95% – que foi a inflação oficial registrada em 2017, mais um percentual de forma a compensar o peso da alta do gás de cozinha para as famílias mais pobres, que foi de 16,39% no ano passado. O valor exato ainda está em estudo e depende do aval da equipe econômica.
Mas segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra, o presidente Michel Temer pediu pressa para fechar a proposta e quer anunciar o aumento do Bolsa ainda em março, a fim de que as famílias comecem a receber no mês seguinte. “Ainda não temos o percentual fechando, mas a ideia é cobrir a inflação, mais uma parte da alta no preço do botijão”, disse o ministro ao GLOBO. 
O último reajuste do Bolsa Família foi de 12,5%, concedido em meados de 2016, logo após a posse do presidente Michel Temer. O programa beneficia atualmente 13,8 milhões de famílias, com com renda por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170,00 mensais, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos. 
Segundo o ministro, o governo também estuda incluir algumas condicionantes no programa, como por exemplo, exigência de segundo turno escolar dos filhos, matrícula em atividades esportivas e estágio em empresas privadas no setor de turismo. 
A ideia é iniciar um projeto piloto no Rio. De acordo dados oficiais, cerca de 55 mil jovens poderão ser beneficiados em favelas incluídas em áreas consideradas críticas no Estado. O ministro contou ainda que quer entregar a proposta antes de deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.

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