O governador Rui Costa (PT) novamente se posicionou contra às recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a acenar pela reabertura do comércio e ameaçou resolver “na caneta” – por meio de um decreto que já estaria pronto – caso os empregos não sejam retomados. Em entrevista a um programa de TV local nesta sexta-feira (3), o líder do Executivo baiano disse que o depoimento de Bolsonaro à rádio Jovem Pan nesta quinta-feira (2) causa “perplexidade”, em meio ao empenho de governadores e prefeitos em cumprir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), de manter o isolamento social. Segundo o petista, este comportamento pode custar “caro” ao país. “Só posso lamentar e dizer que isso causa indignação e perplexidade de todos os brasileiros, talvez seja o único presidente do mundo que esteja com essa posição […] infelizmente, o Brasil pode pagar caro por essa atitude do presidente”, disparou Rui, que defendeu a adoção de “medidas gradativas”, como foi feito na Bahia. Além de Jair Bolsonaro, que chegou a chamar a Covid-19 de “gripezinha”, o presidente da Bielorrúsia Aleksandr Lukashenko é um dos raros governantes que costuma minimizar a doença. Recentemente, o líder do país do leste europeu recomendou o tratamento à base de sauna e vodca. O outro, o ditador Gurbanguly Berdimuhamedow, do Turcomenistão, simplesmente proibiu o uso da palavra “coronavírus” em todo o país.

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