A taxa de inflação em janeiro foi de 0,25%, divulgou nesta
terça (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado
representa uma desaceleração em relação às elevações observadas nos meses
anteriores e que colocaram o mercado em alerta. O freio na escalada da taxa
veio sobretudo da energia elétrica, que registrou queda de 5,6% em janeiro com
a entrada em vigor da bandeira tarifária amarela. Em dezembro, quando a
bandeira tarifária estava vermelha, o item havia subido 1,35%. Dessa forma, em
janeiro o consumidor passou a pagar menos por eletricidade: um adicional de R$
1,343 por 100 quilowatts-hora, enquanto no mês anterior esse acréscimo era de
R$ 6,243. Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE, explicou que a mudança
tarifária provocou uma deflação de 1,07% no grupo habitação, que contém o item
energia elétrica. “Isso aconteceu mesmo com a alta em outros componentes, como
o gás encanado (0,22%) e a taxa de água e esgoto (0,19%)”, afirmou Kislanov. O
grupo de alimentos, por outro lado, continua o principal responsável pela alta
de preços, mas com menor intensidade em janeiro do que o registrado no segundo
semestre de 2020. O grupo alimentação em bebida registrou alta de 1,02% no mês.
A influência foi bem menor do que em dezembro (1,74%), o que indica também uma
desaceleração dos preços nesse grupo, que vinham sendo pressionados pela alta
demanda provocada pelo auxílio emergencial. O benefício se encerrou em dezembro
do ano passado, com saque de parcelas residuais ao longo de janeiro. Um novo
programa de auxílio está sendo estudado pelo governo. (Folha)

 

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